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quarta-feira, 16 de março de 2011

Adriano Rizk, o ator(mentado) - vídeos

Eu estava mexendo em um material, quando lembrei que nunca publiquei aqui algo a respeito de meu trabalho como ator. Seguem dois vídeos que fiz para campanhas publicitárias.


DEMITA O GERÚNDIO! - campanha para Maxima Trade (foi divertidíssimo fazer, já que se trata de uma espécie de vingança contra os maus operadores de telemarketing. rsrs):




O BEIJO SAGRADO - filme interativo de lançamento do novo Fiat Idea, no qual o público deu sugestões para o final:

segunda-feira, 14 de março de 2011

Pasárgada e o INESPERADO

Muitas ideias na cabeça e a vontade de compartilhá-las. Cá estou novamente. Confesso que assustado ao ver que o último post ocorreu há quase um ano (e ainda que se tratava de uma espécie de propaganda).

Vamos ao que interessa: 2010 foi um ano de menos teatro para mim. Comecei 2011 com o propósito contrário e assim fiz em seus primeiros dias. Confesso que comecei a assistir a muitos espetáculos e voltar à vaca fria: os previsivelmente ruins, os esperados e já não tão empolgantes bons e, em meio a isso, algo inesperado. Opa! INESPERADO. Que bela palavra!

Inesperado define muito bem o meu contato ao conhecer o Grupo Pasárgada de Teatro, com seu O LIXÃO: utilizando a linguagem de rua, fala sobre reciclagem, por meio de bonecos e atores que, além de manipulá-los, com eles contracenam. A proposta é voltada para crianças e por isso se torna ainda menos original, já que é algo irritantemente batido pelos chamados "projetos-escola" (quase que um termo já definido para designar apresentações teatrais em escolas). Só que aqui, vemos um trabalho interessante: é possível falar de algo que muita gente fala, mas de um modo diferenciado, lúdico e poético. A criança é respeitada com uma obra muito bem desenhada: cenário caprichado, bonecos engraçados, atores que jogam bem com público. Tudo muito simples. E nem preciso dizer que o simples é o que realmente toca (ou pelo menos é o que me toca).

Espetáculo O LIXÃO, do Grupo Pasárgada de Teatro, que integrou o projeto Teatro nos Parques em sua primeira edição de 2011 (foto extraída do site: www.teatronosparques.com.br)



No entanto, depois desse belo trabalho, novamente me fechei para o teatro, mas dessa vez abri portas para o cinema. Nunca falei sobre cinema nesse blog, pois não me julgo um bom entendedor da sétima arte. Mas depois de um período de overdose cinematográfica, resolvi compartilhar algumas coisas.


Do início de fevereiro até o carnaval talvez eu nunca tenha assistido a tantas filmes como em um outro igual período de tempo. Não sei se dei sorte (detesto essa palavra), mas a grande maioria dos filmes era muito boa, diferentemente do que costuma acontecer com o teatro, onde a cada dia que passa a impressão é de que o "não tão bom" é a regra. Isso poderia parecer uma crítica ao teatro, mas não é. Talvez minha exigência com o teatro seja realmente maior, mas hoje eu tenho muito claro que é impossível comparar cinema e teatro por um simples motivo: são linguagens diferentes! E isso é ótimo! Por mais 3D que se torne o cinema, o teatro é a arte do ao vivo! E o cinema conta com a vantagem de objetivar muito a narrativa por meio da câmera. Enfim: viva o diferente!


Ainda assim, nada do que escrevi até agora é o que realmente me motivou a reservar uns minutos em frente à tela do computador.


Semana passada, conversando com uma grande amiga eu lhe disse que assisti a diversos filmes nos últimos dias e que muitos mexeram comigo, em especial CISNE NEGRO. Eu disse que estava vivendo um momento de reflexões em minha vida.


Ela me disse: "Afe, só vc mesmo para levar filmes tão a sério."


Respondi: "Ué? Para que serve a arte?"


Ela: "Para emocionar. Tô errada?"


Eu: "Se emociona, toca. Se toca, pode causar reflexão. É por isso que eu faço arte".


Penso que as artes por si só, nada transformam. Mas podem nos impulsionar à ação. E isso sim pode provocar grandes mudanças.
E percebo que o inesperado é um elemento que realmente me toca. Portanto concluo que o diferente, o inesperado, o impensado, pode ter um grande poder de transformação (nem que seja só para mim).