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sábado, 1 de agosto de 2009

Muito mais que AS CENTENÁRIAS de uma grande família

foto extraída de:
onde contém uma matéria também interessante para leitura



Novamente estou em estado de choque. Às vezes esqueço o prazer proporcionado por um bom espetáculo teatral. Ontem, reavivei minha memória ao conferir AS CENTENÁRIAS.

Por se tratar de uma criação carioca, confesso que eu não tinha conhecimento da trajetória desse trabalho. Segundo o site http://www.fecomercio.com.br/pagina.php?tipo=20&pg=1319: ‘As Centenárias’ teve casa lotada por um ano e meio no Teatro Poeira, de propriedade das atrizes, e venceu os principais prêmios de teatro do país: Shell de melhor autor (Newton Moreno), melhor atriz (Andrea Beltrão) e melhor cenário (Fernando Mello da Costa e Rostand Albuquerque); Contigo de melhor atriz (Andréa Beltrão), melhor espetáculo de comédia (júri oficial e voto popular) e melhor autor (Newton Moreno); Prêmio Qualidade Brasil de melhor espetáculo comédia, melhor atriz de comédia (Marieta Severo) e melhor diretor de comédia (Aderbal Freire-Filho); e APTR de melhor atriz (Andrea Beltrão).


Ultimamente tenho dado atenção especial a comédias, já que riso garantido, em minha opinião, não é sinônimo de espetáculo bom. Comédia de verdade parte da inteligência, faz pensar. E fui tão desarmado assistir a esse espetáculo, que nem sabia que se tratava de uma proposta cômica.


A partir do filme Veronica (que tem um forte teor dramático), tenho observado com mais atenção os trabalhos de Andréa Beltrão (como a minissérie Som & Fúria, por exemplo). Uma atriz que sempre fez muitos personagens engraçados, comprova em AS CENTENÁRIAS uma tese tão antiga: para fazer rir, o ator precisa dominar os tempos da comédia. E é o que faz Andréa Beltrão durante todo o espetáculo.


Seria um absurdo deixar de comentar que Marieta Severo parece uma menina em cena. Muito diferente de tudo que já vi d e seu trabalho: uma atriz madura explicitamente pesquisando em cena, explorando um corpo que muita jovem não tem... Enfim: comprova que é muito mais que a Nenê do centenário A grande família ou muito mais nobre que a sequência grande de milionárias que fez em novelas globais. Uma atriz para quem devemos tirar o chapéu.


E quem seria o ator que representa nada menos que a morte? O nome dele é Sávio Moll. Ele manipula muitos dos bonecos que dividem cena com as atrizes. Aparece discretamente em princípio, mas vai crescendo a cada nova aparição. Detalhe: seus movimentos em cena (provavelmente coreografados) remetem ao desenho animado, dando um toque especial ao trabalho como um todo.


Ótima dramaturgia (escrita especialmente para as atrizes - a pedido das próprias - e em total sintonia com a encenação), somada a elementos cenográficos com funções muito claras (o cenário é constituído de um número expressivo de bonecos, que representam a morte e permanecem como observadores da cena), luz bem desenhada, atores experimentando sem pudores, uma pitada circense e uma direção que explora o melhor de cada elemento, comprovam que teatro bom é aquele em que há um todo harmônico!!!


Finalizo dizendo que o ingresso não é dos mais baratos, mas vale cada centavo pago! Pena que a temporada de São Paulo, após inúmeras prorrogações, termina em breve (se não me engano, em 09/08/09).





AS CENTENÁRIAS
Com Marieta Severo, Andréa Beltrão e Sávio Moll. Direção: Aderbal Freire-Filho. Texto: Newton Moreno. Cenário: Fernando Mello da Costa e Rostand Albuquerque. Figurinos: Samuel Abrantes. Iluminação: Maneco Quinderé. Trilha Musical: Tato Taborda. Pesquisa de repertório das incelenças: Silvia Sobreira. Bonecos de cena: Miguel Vellinho. Bonecos do cenário: Mestre Tonho e Ivete Dibo. Em cartaz: Sexta, às 21h30m , sábado, às 21h e domingo, às 17h, no Teatro Raul Cortez (Rua Doutor Plínio Barreto, 285 - Bela Vista / Tel: (11) 2198.7701)