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quinta-feira, 15 de agosto de 2013

MAR (DE AMAR)



E eu que sempre fui pelo mar apaixonado
Com a consciência de agora fico extasiado

Aquela fonte inesgotável de energia
Ao longo de uma vida inteira me atraía

Suas ondas de infinitas possibilidades
Impulsionaram destemidas habilidades

Nem mesmo a, por vezes fria, água
Jamais causou-me qualquer mágoa

Hoje o mistério é desvendado:
Amor é quântico eMARanhado.




Adriano Rizk
16/08/2013

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

DO AR


 
Falar em alegria
É referir-se à magia
Que o coração irradia:
Amor que contagia.

 
Sem negar a dor
Ou relacioná-la a ardor
Olhando-a sem pudor
E sentido-se amador.

 
Assim é possível mudar:
Basta de si próprio cuidar
E sentir o suave paladar
Da experiência de se doar.

 

 
Adriano Rizk

14/08/2013

 

segunda-feira, 15 de julho de 2013

quinta-feira, 27 de junho de 2013

O NARIZ QUE REVELA A ALMA




Imagine um império
Onde um único impropério
É motivo para a morte
Até do sujeito dito forte.

 
Regra que não cabe ao bobo
Que em nome do supremo riso
Pode ser cruel como um lobo
E a verdade expressar sem juízo.

 
Eis um dos precursores do palhaço
A quem dedico este humilde espaço
Para desmistificar sua função
E expor seu poder de unção.

 
Não se trata de personagem
Ou de simples caricatura
Raso é atrelá-lo à bobagem
Nem é psicológica criatura.

 
É um ser que o presente vive
Com ingenuidade e leveza
Usa lógica infantil
Para o mundo subverter.

Uma espécie de detetive
Que investiga a beleza
De forma pueril
Para criatividade verter.

 
Em cena seus defeitos expõe
Ao próprio ridículo não se opõe
Em nome de uma arte corajosa
Que de transformação é desejosa.

 
Cercado pela brincadeira
Joga sempre com a plateia
Combinação verdadeira
Que desencadeia panaceia.

 
Fazer rir é instrumento
Cabe a certo momento
Mas deste não é refém
Seu propósito vai além.

 
Não se iluda, caro leitor
Com nariz vermelho, figurino ou maquiagem
Palhaço não é só o ator
É quem tem consciência da engrenagem.


 
Adriano Rizk
27/06/2013



quarta-feira, 26 de junho de 2013

PALAVRAS



Palavras criam realidades
Trazem à tona sentimentos
São frutos de pensamentos.

 
Mas quem são elas?
Onde começam?
O que expressam?

 
Palavras podem gerar guerras
Provocar caos mental
Causar doença terminal

Será mesmo possível exprimir amor somente em palavras?
Quanto vale um eu te amo quando não parte do coração?
Quanto vale uma vida exclusivamente composta de razão?

 
Palavras podem simbolizar fragilidade
Difundir ilusão de poder
E o conseqüente risco de se corromper.

 
Morte às palavras?
Não! E como ficaria a poesia?
Um mundo sem fantasia?

 
A questão é a importância dada à racionalidade:
Palavras como fonte de absoluta verdade
Carregam a mais profunda artificialidade.


 
Adriano Rizk
26/06/2013

quarta-feira, 22 de maio de 2013

PRÓ FUNDO


Sorvete de chocolate
É luxo pro engraxate.

 
O guarda que come uva
Nunca usa guarda-chuva.

 
Pastel bom é de feira
Diz a sábia enfermeira.

 
Caminhando mais pro fundo:
É muito chato ser igual a todo mundo.


Adriano Rizk
22/05/2013