sexta-feira, 21 de setembro de 2012
QUESTÃO DE OPÇÃO
Enxergue o labirinto
De longas estradas
Por vezes esburacadas
Com sinuosas curvas
Em paisagens turvas.
Afrouxe o cinto
Destino é incerto
Pode estar perto
Aventura desmedida
Ansiedade comedida.
Medo jaz, extinto
Ao ar livre a prisão
Rigorosa precisão
Com grades de isopor
Ainda quer o torpor?
Adriano Rizk
21/09/2012
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
RARO EFEITO
Quanto mais eu penso
Menos tenho senso
Quanto menos respiro
Mais sujeira aspiro.
Eu me disponho a focar
Não me deixar sufocar
Novo caminho trilhar
Ver outra estrela brilhar.
Adriano Rizk
20/09/2012
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
POR QUE NÃO ME DIVIRTO?
Brinco que sou gente grande e me sinto gigante.
Vroooom!!! Vroooom!!! Eu quero dirigir!
Dentro do carro de papai, sou o mais falante.
Ainda sou criança. Como é difícil digerir!
Por que meninos e meninas não brincam juntos?
Para os meninos, carrinho. Para as meninas, casinha.
Carrinho e casinha parecem opostos assuntos?
Então menino que ajuda mamãe em casa é mulherzinha?
De novo estou sozinho: o menino solidão!
Comparo números aos primos que tenho a esmo.
Matematicamente, eis a explicação:
Primo é divisível só por um ou por ele mesmo.
Toda criança tem alma de artista.
Eu quero ser ator, cantor, compositor.
Então mamãe me leva ao dentista
E agrada papai, o agora construtor.
Não tenho um melhor amigo. Somente um irmão choroso.
Às suas custas me divirto. Não sou santinho.
“Manheeeeeeeeeeeeeê, olha ele!” é seu jargão primoroso,
Seguido de um enorme bico. Que bonitinho.
Papai e mamãe: que alegria!!!
Ele trabalha. Ela enfeita.
Não entendo minha alergia.
Somos uma família perfeita.
Mas foi na escola que uma coisa estranha me aconteceu.
Eu era um bom aluno e para casa vinha cedo.
Em um belo dia meu corpo subitamente estremeceu,
A partir daí todos os meninos me punham medo.
Eu só queria crescer. Que mal há nisso?
O tempo é totalmente impassível.
O que passou pode não ser exatamente isso.
Agora quero ser mais sensível.
De novo estou sozinho: o menino solidão!
Comparo números aos primos que tenho a esmo.
Matematicamente, eis a explicação:
Primo é divisível só por um ou por ele mesmo.
Toda criança tem alma de artista.
Eu quero ser ator, cantor, compositor.
Então mamãe me leva ao dentista
E agrada papai, o agora construtor.
Não tenho um melhor amigo. Somente um irmão choroso.
Às suas custas me divirto. Não sou santinho.
“Manheeeeeeeeeeeeeê, olha ele!” é seu jargão primoroso,
Seguido de um enorme bico. Que bonitinho.
Papai e mamãe: que alegria!!!
Ele trabalha. Ela enfeita.
Não entendo minha alergia.
Somos uma família perfeita.
Mas foi na escola que uma coisa estranha me aconteceu.
Eu era um bom aluno e para casa vinha cedo.
Em um belo dia meu corpo subitamente estremeceu,
A partir daí todos os meninos me punham medo.
Eu só queria crescer. Que mal há nisso?
O tempo é totalmente impassível.
O que passou pode não ser exatamente isso.
Agora quero ser mais sensível.
Adriano Rizk
18/01/2008 (um de meus primeiros textos)
terça-feira, 11 de setembro de 2012
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
LAÇO MAIOR
Propaga o sol acalanto
Coração permanece imune
Cada um em seu canto
Desconhecido Amor os une.
Adriano Rizk
27/08/2012
domingo, 19 de agosto de 2012
sábado, 18 de agosto de 2012
O ONTEM DE HOJE
Última notícia:
Palavra sumiu
Silêncio impera
Inédita realidade.
Chame a polícia
A bolsa caiu
Mente desespera
Pura ansiedade.
Susto passado
Controle retomado
Vida continua
Ilusão a dor atenua.
Adriano Rizk
18/08/2012
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