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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

N-O-R-M-A-L



MARLON é normal

MORNAL é normal

RAMON é normal

NORMA é normal

ROMA é normal

AMOR é normal

NO MAR é normal

NO MAL é normal

NORMAL é normal?



quinta-feira, 10 de novembro de 2011

CAMINHO DE SENSAÇÕES


Não me abala o buraco no meio do caminho

Simplesmente pulo o obstáculo

E deixo para trás mais uma experiência

Talvez um verdadeiro abismo de emoções



Nem óculos me permitem ler o pergaminho

Bobagem é recorrer ao oráculo

Ainda posso despertar a consciência

E abrir os olhos para novas sensações


quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Curta vida

Dizem que a vida é curta
Para muitos: um monólogo que nunca muda
Por isso, tanta gente surta
Desconhece que pode se tornar um buda
Impiedoso, o tempo lhe furta
De hoje em diante só trabalho de bermuda.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Adriano Rizk, o ator(mentado) - vídeos

Eu estava mexendo em um material, quando lembrei que nunca publiquei aqui algo a respeito de meu trabalho como ator. Seguem dois vídeos que fiz para campanhas publicitárias.


DEMITA O GERÚNDIO! - campanha para Maxima Trade (foi divertidíssimo fazer, já que se trata de uma espécie de vingança contra os maus operadores de telemarketing. rsrs):




O BEIJO SAGRADO - filme interativo de lançamento do novo Fiat Idea, no qual o público deu sugestões para o final:

segunda-feira, 14 de março de 2011

Pasárgada e o INESPERADO

Muitas ideias na cabeça e a vontade de compartilhá-las. Cá estou novamente. Confesso que assustado ao ver que o último post ocorreu há quase um ano (e ainda que se tratava de uma espécie de propaganda).

Vamos ao que interessa: 2010 foi um ano de menos teatro para mim. Comecei 2011 com o propósito contrário e assim fiz em seus primeiros dias. Confesso que comecei a assistir a muitos espetáculos e voltar à vaca fria: os previsivelmente ruins, os esperados e já não tão empolgantes bons e, em meio a isso, algo inesperado. Opa! INESPERADO. Que bela palavra!

Inesperado define muito bem o meu contato ao conhecer o Grupo Pasárgada de Teatro, com seu O LIXÃO: utilizando a linguagem de rua, fala sobre reciclagem, por meio de bonecos e atores que, além de manipulá-los, com eles contracenam. A proposta é voltada para crianças e por isso se torna ainda menos original, já que é algo irritantemente batido pelos chamados "projetos-escola" (quase que um termo já definido para designar apresentações teatrais em escolas). Só que aqui, vemos um trabalho interessante: é possível falar de algo que muita gente fala, mas de um modo diferenciado, lúdico e poético. A criança é respeitada com uma obra muito bem desenhada: cenário caprichado, bonecos engraçados, atores que jogam bem com público. Tudo muito simples. E nem preciso dizer que o simples é o que realmente toca (ou pelo menos é o que me toca).

Espetáculo O LIXÃO, do Grupo Pasárgada de Teatro, que integrou o projeto Teatro nos Parques em sua primeira edição de 2011 (foto extraída do site: www.teatronosparques.com.br)



No entanto, depois desse belo trabalho, novamente me fechei para o teatro, mas dessa vez abri portas para o cinema. Nunca falei sobre cinema nesse blog, pois não me julgo um bom entendedor da sétima arte. Mas depois de um período de overdose cinematográfica, resolvi compartilhar algumas coisas.


Do início de fevereiro até o carnaval talvez eu nunca tenha assistido a tantas filmes como em um outro igual período de tempo. Não sei se dei sorte (detesto essa palavra), mas a grande maioria dos filmes era muito boa, diferentemente do que costuma acontecer com o teatro, onde a cada dia que passa a impressão é de que o "não tão bom" é a regra. Isso poderia parecer uma crítica ao teatro, mas não é. Talvez minha exigência com o teatro seja realmente maior, mas hoje eu tenho muito claro que é impossível comparar cinema e teatro por um simples motivo: são linguagens diferentes! E isso é ótimo! Por mais 3D que se torne o cinema, o teatro é a arte do ao vivo! E o cinema conta com a vantagem de objetivar muito a narrativa por meio da câmera. Enfim: viva o diferente!


Ainda assim, nada do que escrevi até agora é o que realmente me motivou a reservar uns minutos em frente à tela do computador.


Semana passada, conversando com uma grande amiga eu lhe disse que assisti a diversos filmes nos últimos dias e que muitos mexeram comigo, em especial CISNE NEGRO. Eu disse que estava vivendo um momento de reflexões em minha vida.


Ela me disse: "Afe, só vc mesmo para levar filmes tão a sério."


Respondi: "Ué? Para que serve a arte?"


Ela: "Para emocionar. Tô errada?"


Eu: "Se emociona, toca. Se toca, pode causar reflexão. É por isso que eu faço arte".


Penso que as artes por si só, nada transformam. Mas podem nos impulsionar à ação. E isso sim pode provocar grandes mudanças.
E percebo que o inesperado é um elemento que realmente me toca. Portanto concluo que o diferente, o inesperado, o impensado, pode ter um grande poder de transformação (nem que seja só para mim).


terça-feira, 20 de abril de 2010

V MOSTRA LATINO AMERICANA DE TEATRO DE GRUPO

Amigos, quero muito escrever várias coisas sobre essa mostra de teatro que considero tão importante. Como estou produzindo e oficialmente a abertura ocorreu hoje, resolvi postar apenas essa divulgação. Com certeza depois terei muito a escrever sobre as atividades:




Acima temos a programação dos espetáculos apenas, mas informações sobre todas as atividades podem ser adquiridas no site: www.mostralatinoamericana.com.br

domingo, 7 de fevereiro de 2010

FÓRMULA OU NÃO FÓRMULA, eis a questão


Depois de tanto tempo sem escrever, volto com o propósito de provocar reflexões sobre o teatro que temos feito (ou simplesmente visto). Nesse espaço não costumo escrever sobre todos os espetáculos que assisto por alguns motivos, mas sem dúvidas o principal é que há “coisas” sobre as quais nem vale a pena comentar. Como meu objetivo por aqui não é o de me tornar mais um daqueles milhares de chatos do teatro, prefiro partir de trabalhos consistentes para contribuir com novas formas de pensar teatro.



Talvez possamos dividir o teatro em duas linhas: o teatro comercial, que visa bilheteria pomposa, que atrai o patrocínio privado com atores de destaque da mídia, que usa e abusa de fórmulas que dão certo (ou deram um dia); além do teatro de pesquisa, dito experimental, que geralmente (mas não necessariamente) é feito por companhias que muitas vezes vivem processos muito longos de criação de seus espetáculos.



Mas convenhamos que todo rótulo é perigoso, para não dizer preconceituoso ou até mesmo burro. Já que mesmo o tal teatro de pesquisa, precisa garantir seu sustento através de venda de sessões ou de patrocínios, ou o dito comercial, pode surpreender com um trabalho sério e de qualidade. A questão que aqui coloco não é essa, mas sim o uso de fórmulas.



Quando perguntamos para pessoas que não têm ligação com as artes se gostam de cinema, a maioria absoluta diz que gosta, independentemente de ir conferir muito ou pouco as produções para as telonas. Já quando a questão se volta para o teatro, é comum ouvir “gosto, mas faz muito tempo que não vou” ou “gosto, mas é muito caro”. Não sei se estou ficando louco, mas ultimamente tenho percebido com maior frequência uma outra resposta: “Não gosto de teatro”.



Se pensarmos friamente, o teatro é o pai do cinema e da televisão. As pessoas gostam de cinema e assistem televisão todos os dias. Seria o caso de aposentar o teatro? Talvez essa tenha sido a pergunta mais imbecil que já postei nesse blog. O teatro pode ter gerado o cinema e a televisão, mas é uma outra linguagem. Nele tudo é ao vivo. O ator coloca sua cara a bater, não há uma câmera para definir o que o público precisa ver.



Preciso deixar claro que não estou dizendo que teatro seja melhor que cinema ou televisão. Aprendi a respeitar todas as linguagens, incluindo a televisão que vive quase exclusivamente do lucro (será que se pode exigir um altíssimo poder de criação, ou um estudo profundo de um papel, a um ator que grava diariamente milhares de cenas diferentes e que não conhece todo o teor daquela obra, já que é aberta e varia de acordo com a preferência do público? seria menos digno o trabalho desse profissional do que se estivesse no cinema ou no teatro, que via de regra, permitem mais tempo para um estudo mais longo?).



Minha proposta aqui é a de entender melhor a função do teatro hoje. E aí vou entrar num ramo até um pouco perigoso: o naturalismo / realismo. Será que ainda há espaço para o naturalismo/ realismo no teatro a partir de uma estrutura convencional à italiana? Creio que sim, o que pode ser comprovado por meio dos espetáculos ditos comerciais que ainda são enorme sucesso de público (um exemplo clássico é TRAIR E COÇAR É SÓ COMEÇAR, que permanece em cartaz há mais de 20 anos). Mas a câmera pode, espacialmente, contar uma história sobre diferentes ângulos. Na verdade, TV e cinema utilizam várias câmeras. E no teatro? Quem define o que quer ver não é o próprio público? Será que o poder de dispersão não aumenta infinitamente?



Ainda no Séc XIX, Stanislavski e seu Teatro de Arte de Moscou estouraram com o realismo de Tchekhov. Mas ele próprio, anos depois, começou a verter sua pesquisa por outros caminhos. Seria ele um visionário ou simplesmente alguém que já entendia que o teatro tem que caminhar de acordo com seu tempo? Já que cinema e TV fazem tão bem naturalismo e realismo, que tal experimentar outras coisas no teatro?



A partir de tudo isso, chego finalmente ao belo espetáculo que assisti ontem: O PATO SELVAGEM. O texto é uma adaptação pela Cia Les Commediens Tropicales do realista Henrik Ibsen, o autor norueguês mais montado no mundo depois de Shakespeare. Uma visão atual, com direito a projeções, incorporação da internet, animações etc, retratando uma história escrita há mais de 100 anos.



Plástica e tecnicamente, o referido espetáculo é maravilhoso. O hoje é retratado através do excesso de informações, o que gera uma certa poluição e desconforto. Opa: falamos exatamente de pontos que a tal “fórmula consagrada” tanto despreza. Mas será que experimentar significa fazer o oposto? Experimentar significa fazer o público sair com a sensação de que não entendeu?



Como colocar em prática todo o poder criativo de artistas que pesquisam seriamente novas formas de fazer teatro de modo a simplesmente tocar o público (que já não vai muito ao teatro mesmo)? O teatro é vivo e conta com um elemento fundamental: a presença de uma plateia, ou seja, há uma troca explícita, por isso é preciso não apenas falar, mas principalmente criar uma sensibilidade para a escuta.



Um espetáculo como esse vale a pena ser assistido. Eu diria que poderia ser desenvolvido um canal de comunicação maior com o público, para que esse não saia de lá com a sensação de que não é inteligente suficiente para entender o que aqueles artistas tão criativos e maravilhosos quiseram dizer. No entanto, ainda assim, ele provoca muitas reflexões.



O PATO SELVAGEM. Texto: Henrik Ibsen. Tradução e adaptação: Cia Les Commediens Tropicales. Texto Final: Carlos Canhameiro. Encenação: Cia Les Commediens Tropicales. Atores: Carlos Canhameiro, Daniel Gonzalez, Jonas Golfeto, Michele Navarro, Paula Mirhan, Weber Fonseca. Cenografia: Ricardo Palmieri, José Valdir. Figurinos: Juliana Roso. Iluminação: Daniel Gonzalez. Vídeo Mapping e VideoArt: Eduardo Messias, Mateus Knelsen, Ricardo Palmieri. Pensamento Corporal: Tica Lemos. Operador de Luz: Rodrigo Bianchini. Assistência Geral: Tetembua Dandara. Produtor: Carlos Canhameiro. Foto de divulgação, extraída do site: http://www.guiadasemana.com.br/Sao_Paulo/Artes_e_Teatro/Evento/O_Pato_Selvagem.aspx?id=60515 . Em cartaz no SESC SANTANA (Av. Luiz Dumont Villares, 579 - Santana, São Paulo / SP. Fone: (11) 2971-8700) aos sábados às 21h e aos domingos às 19h30m até 21/02/2010.

Trecho do espetáculo no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=29k58Lq7Ieo